A comunidade científica da área de catálise já pode se preparar: o 7º ERCAT – Encontro Regional de Catálise da Regional 2 está chegando!
O evento dá continuidade à tradição dos encontros regionais promovidos pela Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat), reunindo estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da indústria para dois dias de intensa troca de conhecimento, networking e discussão de avanços científicos na área.
Assim como nas edições anteriores, o ERCAT se consolida como um importante espaço para apresentação de trabalhos, debates técnicos e integração entre diferentes instituições e grupos de pesquisa.
Os encontros regionais da SBCat têm como principal objetivo fortalecer a comunidade catalítica, promovendo o intercâmbio entre academia e setor produtivo, além de incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis.
A programação do 7º ERCAT deverá contar com:
Data: 15 e 16 de outubro de 2026
Local: Belo Horizonte
O evento segue o modelo das edições anteriores, que reúnem participantes de diversas regiões para discutir tendências, desafios e aplicações da catálise em diferentes setores.
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Eu nasci e cresci em Maringá, no Paraná, filha de uma professora e de um pai que partiu cedo demais. Foi minha mãe Maria Isabel quem, com determinação e poucos recursos, garantiu a mim e aos meus irmãos uma educação de qualidade; e foi esse presente que moldou tudo o que vim a ser. Ao ingressar no curso de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 1996, eu ainda não sabia ao certo qual caminho profissional seguiria. A resposta veio de forma inesperada e definitiva em 1998, durante uma palestra do professor Eduardo Falabella Sousa-Aguiar, que visitava a UEM. Naquele dia, pela primeira vez vi a catálise ser apresentada como uma arte — e fiquei completamente encantada.
A partir dali, busquei a professora Nádia Regina Camargo Fernandes Machado, que se tornou minha orientadora de iniciação científica e, mais do que isso, uma referência de atuação na docência. Foi ela quem me preparou para enfrentar a seleção do PEQ/COPPE, onde eu sonhava em estudar com o professor Martin Schmal, que havia sido seu orientador. Esse sonho se realizou. Ao longo de sete anos no NUCAT, realizei meu mestrado e doutorado sob a orientação do professor Schmal e da Maria Auxiliadora Baldanza (a Dora), em um ambiente de rigor científico e amizades que carrego até hoje. O reencontro com eles no ERCAT 2025 aqui na UFF foi um momento muito especial para mim.
Após o doutorado, um pós-doutorado com a Dra. Lúcia Gorenstin Appel no Instituto Nacional de Tecnologia (INT) aprofundou minha formação e me ensinou que a excelência não admite meios-termos. Foi também no INT que conheci alguém que se tornaria muito mais do que uma colega de trabalho: a professora Lisiane Veiga Mattos. Ingressamos juntas no Departamento de Engenharia Química e de Petróleo da UFF em 2009 e, desde então, construímos uma grande amizade, que vai muito além dos projetos e publicações.
Em 2012, fundamos juntas o LEMMA (Laboratório de Energia, Materiais e Meio Ambiente), um espaço que se tornou o coração da minha atuação em pesquisa na UFF. No LEMMA, tive a oportunidade de orientar diversos alunos e desenvolver projetos em colaboração com instituições, empresas e grandes profissionais da área de catálise, com quem aprendi e continuo aprendendo muito. Ao longo desses anos, as frentes de pesquisa se diversificaram. Hoje atuo em temas como oxidação catalítica de compostos orgânicos voláteis, produção de grafenos, fotodegradação de microplásticos e síntese de zeólitas a partir de cinzas agroindustriais. São temas distintos, mas unidos por uma mesma convicção: a de que a ciência aplicada com rigor e criatividade pode contribuir concretamente para os desafios energéticos e ambientais do nosso tempo.
Olhando para trás, percebo que a catálise não apenas definiu meu campo de atuação científica: ela foi o fio condutor que me ligou orientadores extraordinários, amigos inesquecíveis e uma carreira construída com propósito. Da palestra que me encantou em Maringá ao laboratório que ajudei a criar na UFF, cada etapa foi possível porque pessoas generosas acreditaram em mim e porque eu aprendi, desde cedo, que a ciência é, acima de tudo, uma construção coletiva.
A Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram o lançamento de um novo edital no valor de R$ 30 milhões voltado ao desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em biorrefino. A iniciativa reforça o compromisso das instituições com a transição energética e o avanço da bioeconomia no Brasil.
A chamada pública tem como objetivo fomentar soluções tecnológicas inovadoras relacionadas ao aproveitamento de biomassa e à produção de combustíveis sustentáveis, contribuindo para a redução de emissões de carbono e o fortalecimento de cadeias produtivas mais sustentáveis.
De acordo com o edital, os recursos são provenientes da cláusula de PD&I da Petrobras, regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O foco está no apoio a projetos desenvolvidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas, que atuem em áreas estratégicas do biorrefino.
Entre os temas contemplados estão bioeconomia, biotecnologia e produção de combustíveis renováveis, com ênfase em soluções que possam ampliar a competitividade do setor energético brasileiro e acelerar a transição para uma matriz mais limpa.
O prazo para submissão de propostas é limitado, com encerramento previsto para maio de 2026, o que exige agilidade por parte das instituições interessadas.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à inovação no país, alinhadas aos esforços de reindustrialização sustentável e ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, área que tem recebido investimentos crescentes nos últimos anos.
Com o edital, Petrobras e Finep buscam estimular a geração de conhecimento e a criação de soluções aplicáveis em escala industrial, consolidando o Brasil como referência em tecnologias de biorrefino e energia renovável.
Fonte: Petrobras
Estão abertas as inscrições para o curso “Biocatálise Moderna – Explorando as Fronteiras entre a Catálise Química e Enzimática”, que será ministrado pelo Prof. Dr. Ivaldo Itabaiana Jr (Escola de Química/UFRJ).
A formação propõe uma imersão nos fundamentos e nas aplicações da biocatálise, destacando seu papel na transformação da química moderna, ao integrar eficiência, sustentabilidade e inovação em processos industriais e científicos.
O curso será realizado nos dias 15 e 16 de junho de 2026, no formato online, com carga horária total de 12 horas, sempre das 9h às 16h.
Durante a programação, serão abordados temas essenciais como:
• Enzimologia geral: propriedades catalíticas, vantagens e limitações das enzimas
• Produção de enzimas: vias fermentativas, uso de substratos residuais e condução de processos
• Enzimas de importância industrial: aplicações e tipos de reatores
• Aplicações enzimáticas: estudos de caso nas indústrias química, farmacêutica e outras
O curso é organizado pela Regional 2 da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) e é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em aprofundar conhecimentos em catálise e biotecnologia.
Inscrições: acesse AQUI!
Currículo Lattes do ministrante: Ivaldo Itabaiana Júnior
Participe e explore como a biocatálise está impulsionando soluções inovadoras e sustentáveis na química contemporânea.
Estão abertas as inscrições para a seleção de bolsa de pós-doutorado 2026, vinculada ao Programa de Recursos Humanos (PRH-ANP) da UFRJ, com atuação na área de Engenharia Química e setores estratégicos de energia.
A oportunidade é voltada para pesquisadores que possuam título de doutorado e tenham interesse em desenvolver atividades de pesquisa científica e tecnológica, contribuindo para projetos relacionados ao setor energético.
O programa tem como objetivo promover a formação avançada de recursos humanos, incentivando a produção científica, a inovação e o fortalecimento da interação entre universidade e indústria.
Os candidatos selecionados atuarão em projetos de pesquisa alinhados às demandas do setor, com foco em desenvolvimento tecnológico, sustentabilidade e inovação.
Esta é uma excelente oportunidade para pesquisadores que desejam atuar em um ambiente acadêmico de excelência, contribuindo para o avanço da ciência e tecnologia no Brasil.
Fonte: PRH-3 / UFRJ
Sou engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente sou professor substituto no Departamento de Processos Orgânicos da Escola de Química da mesma instituição. Minha trajetória científica começou ainda na graduação, quando tive a oportunidade de participar de projetos de iniciação científica voltados ao estudo de sistemas micelares aplicados à recuperação avançada de petróleo. Esse primeiro contato com pesquisa despertou meu interesse pela interface entre características moleculares e aplicações industriais.
Ao longo da minha formação, percebi que a catálise ocupa um papel central na engenharia química moderna. A possibilidade de direcionar reações químicas de forma mais eficiente, seletiva e sustentável tornou-se um tema recorrente em minhas pesquisas. Durante meu doutorado em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos na UFRJ, realizado no LIPCAT (Laboratório de Intensificação de Processos e Catálise), sob orientação dos professores Eduardo Falabella, Pedro Romano e Camila Ferraz, investiguei bases baseadas em óxido de índio aplicados à conversão de CO₂ em metanol, buscando compreender as relações entre estrutura, propriedades eletrônicas e desempenho catalítico.
Atualmente, desenvolvo meu pós-doutorado também no LIPCAT, sob orientação dos professores João Monnerat e Pedro Romano, tendo como foco o estudo do coprocessamento de materiais-primas renováveis e fósseis em unidades de craqueamento catalítico em leito fluidizado (FCC). Este projeto é realizado em parceria com a Petrobras e tem como objetivo compreender os mecanismos de desoxigenação e transferência de hidrogênio envolvidos na conversão de bio-óleos e óleos vegetais quando processados conjuntamente com cargas fósseis. A pesquisa busca contribuir para o desenvolvimento de estratégias que permitam integrar materiais primários renováveis às unidades industriais existentes, ampliando a produção de combustíveis com menor pegada de carbono.
De forma geral, minhas atividades de pesquisa se concentram no desenvolvimento de materiais catalíticos e processos voltados à transição energética e à valorização de materiais primários residuais. Nesse contexto, trabalho com temas como hidrogenação de CO₂, captura de carbono, reciclagem química de plásticos e síntese de materiais zeolíticos aplicados à conversão catalítica de biomassa e bio-óleos.
Acredito que a catálise continuará sendo um dos pilares da transformação industrial nas próximas décadas, e é extremamente motivada para fazer parte de uma área capaz de conectar ciência, inovação e impacto ambiental positivo.
A Universidade Federal Fluminense (UFF) está com inscrições abertas para concurso público destinado ao provimento de vaga para professor na área de Química Inorgânica Computacional, conforme o Edital nº 33/2026.
A oportunidade é voltada a candidatos com formação e experiência na área, interessados em atuar no ensino, pesquisa e extensão em uma das principais universidades públicas do país.
Os interessados devem realizar a inscrição por meio do sistema oficial da universidade. O edital completo apresenta informações detalhadas sobre requisitos, etapas do processo seletivo, critérios de avaliação e cronograma.
Prazo para inscrições: até 02 de abril de 2026.
As inscrições podem ser realizadas pelo site AQUI
Fonte: UFF